Modelo – A Justiça decidiu cassar os mandatos do prefeito, do vice e de dois vereadores eleitos de Modelo por compra de votos. A decisão é do Juízo da 66ª Zona Eleitoral de Pinhalzinho na terça-feira (13). Ainda cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE).

Conforme a chefe do Cartório Eleitoral de Pinhalzinho, Greice Mahl, a publicação e notificação dos envolvidos será feita na sexta-feira (16). Tramitaram duas ações contra os políticos por “captação ilícita de sufrágio”.

O G1 tentou contato com os politicos e os respectivos advogados, sem sucesso até a publicação desta notícia.

Em uma delas, é questionada a campanha de Nadir Nicoli (PSDB), vereador reeleito em Modelo. Ela foi movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Na outra, são avaliadas supostas compras de votos no caso do prefeito reeleito Ricardo Luis Maldaner (PMDB), do vice Aldecir Antonio Bolis (PSDB) e da vereadora Cecilia Rambo Gueller (PMDB). Conforme a Justiça Eleitoral, a ação foi movida pela coligação de oposição, chamada “Modelo Igual para Todos”.

Compra de votos filmada
Na denúncia contra o vereador Nicoli, cinco eleitores dizem ter recebido a proposta de ganhar R$ 100 por voto, antes da votação, e a promessa de R$ 300 após o pleito. Nicoli teria solicitado que votassem nele e no prefeito Maldaner.

O Ministério Público Eleitoral e a Justiça acataram uma gravação feita por um dos eleitores, em vídeo, onde conforme os autos da denúncia, Nicoli “voluntariamente, adentrou no assunto da proposta de compra de votos”.

Em um dos trechos transcritos na denúncia, Nicoli teria afirmado: ” Então tá, dá mais… R$ 300 cada um. Pode confiar na minha pessoa, já tô eleito (segue um trecho ininteligível), só que quero o comprovante de votação depois na hora que vai pagar, né? Se quiser na segunda de manhã…”

Marido é suspeito de comprar votos
Na outra denúncia, Lauro Geller, marido da vereadora eleita Cecilia Rambo Gueller (PMDB), é denunciado por comprar votos para a mulher e para o prefeito Ricardo Luis Maldaner (PMDB). Uma família teria recebido um cheque no valor de R$ 2,5 mil.

Na decisão, além da cassação, o juiz eleitoral Marcelo Preis entendeu que cada envolvido deve pagar multa de mais de R$ 35 mil e houve a solicitação das “providências necessária para a realização de novas eleições”.