Concórdia – A promotora Naiana Benetti encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) detalhes do inquérito envolvendo a suposta compra de votos por parte da coligação vencedora do pleito eleitoral desse ano em Concórdia. A Polícia Civil indiciou o prefeito Rogério Pacheco (PSDB) e o vice Edilson Massocco (PR) após receber denúncia e investigar as suspeitas. Foram indiciadas nove pessoas, sendo que entre elas, estão prefeito e vice e dois primos e Edilson Massocco que teriam supostamente comprado votos em troca de gasolina.

Com o encaminhamento, ficará sob a responsabilidade do Procurador Eleitoral do TRE em fazer uma nova denúncia na área crime contra Pacheco e Massocco, caso entender que os indícios existem de ilegalidade no processo eleitoral. Nesse caso, a situação envolve crimes de corrupção ativa e passiva, segundo informações apuradas pelo jornalismo da Atual FM.

O processo de cassação ingressado pelo Ministério Público em Concórdia continuará em tramitação na comarca. Os desdobramentos devem ocorre somente a partir da segunda quinzena de janeiro quando haverá o retorno dos trabalhos do judiciário após o recesso forense.

Em Florianópolis o processo ainda dependerá uma análise mais criteriosa por parte do Procurador Eleitoral. No entendimento da Promotoria Pública, após a diplomação de Pacheco e Massocco os dois teriam foro privilegiado, ou seja, nesses casos ficará a cargo do TRE dar os encaminhamentos para uma possível ação criminal de corrupção.

Uma outra ação pedindo a cassação também foi protocolada por partidos de Concórdia contra Pacheco e Massocco pedindo a cassação por compra de votos.