O QUE É ABORTO RETIDO?
O aborto retido ocorre quando o embrião ou o feto interrompem a sua evolução, perdendo a atividade cardíaca ainda dentro do útero materno, não havendo a expulsão do mesmo embrião, ou feto, saco gestacional e demais elementos.
É definido pela interrupção da gestação antes de 22 semanas. Ou se o peso do concepto, ao nascimento, for inferior a 500 gramas. De modo mais frequente, ocorre entre a 6ª e a 14ª semana de gravidez.

Uma vez identificada a interrupção da gravidez, todo o produto conceptual fica retido no útero.
Diversas são as causas que levam ao aborto retido, dentre elas estão:
• Alterações genéticas / cromossômicas
• Má formação fetal
• Infecções
• Idade avançada da gestante
• Traumas
• Doenças endócrinas
• Uso de álcool e drogas, entre outras.
Entre os sintomas mais comuns estão a dor na região da pelve, sangramentos de intensidade variável, muitas vezes intermitente e discreto, de cor vermelho vivo ou amarronzado, com ou sem odor. Os sintomas comuns a uma gravidez normal, como náusea e vômitos, são interrompidos e ficam ausentes.

E o que fazer frente ao diagnóstico de aborto retido?
Diante de um diagnóstico de aborto retido, é preciso seguir as orientações, pois o médico assistente é quem definirá o melhor caminho. Em algumas situações podem ser recomendados:
• Conduta expectante, em que espera-se o desfecho e eliminação do produto conceptual;
• Uso de medicação para estimular o útero a contrair e expelir o embrião/feto e demais resíduos;
• Conduta mais proativa, com a retirada do material intrauterino. Atualmente, o método mais comum, face a sua segurança e efetividade, é a aspiração manual intrauterina, procedimento realizado com a paciente internada, sob anestesia/sedação.

Trata-se de um momento triste para o casal. E pode acontecer com mulheres de todas as faixas etárias. Esse é um processo que deve ser devidamente acompanhado pelo obstetra. De modo seguro e, na medida do possível, tranquilizador.

 

Fonte: Blog Macetes de Mãe