O que é trombose?
Primeiramente, vamos entender o que é o tromboembolismo venoso (TEV), mais conhecido popularmente como trombose. É quando forma-se um coágulo de sangue que interrompe a circulação de uma veia ou artéria, impedindo que haja a irrigação regular do órgão ou tecido.
O coágulo de sangue que se forma na região, geralmente nas pernas ou coxas, e que bloqueia o fluxo de sangue, causa inchaço e dores na região.

Mas por que o risco de trombose aumenta na gestação?
A trombose pode acontecer tanto em grávidas como em puérperas, já que a gestação é uma fase muito estressante para as veias e artérias.
Nesse período, o organismo da mulher se prepara para o parto e aumenta as substâncias pró-coagulantes no sangue. O resultado dessas alterações, é um risco seis vezes maior de trombose na gravidez. Já no pós-parto, esse risco pode aumentar para cerca de 15 vezes.
Outros quadros que podem levar à trombose na gravidez: gestação acima de 40 anos, incidência de varizes antes da gestação, diabetes, tabagismo e desidratação.
Ainda que o risco de desenvolver tromboembolismo venoso seja alto nessa fase da vida da mulher, é preciso entender que existe prevenção para a trombose na gravidez. 

Trombose na gravidez: quais são os sintomas mais comuns?
A dor nas pernas e coxas é um dos principais sintomas de trombose na gravidez, causada pela inflamação no local. Veja a seguir outros sintomas recorrentes:
• Dor repentina nas pernas;
• Inchaço nas pernas;
• Vermelhidão intensa na região afetada;
• Sensação de calor ao tocar a perna inchada;
• Dor ao tocar a perna;
• Endurecimento da pele da perna;
• Veias dilatadas e mais visíveis;
• Podem aparecer dores nos braços e abdômen.
A trombose na gravidez, nos casos mais graves, pode evoluir para embolia pulmonar, causando dor torácica, falta de ar e elevação da frequência cardiorrespiratória.
Na presença de qualquer um desses sintomas, e principalmente, de sinais mais graves, procure seu médico imediatamente.

Qual é o tratamento para a trombose na gravidez?
Mulheres acometidas por trombose na gravidez devem fazer o tratamento indicado pelo obstetra, que inclui injeções de heparina (substância anticoagulante) para ajudar a dissolver o coágulo de sangue e diminuir o risco de formação de novos coágulos.
É importante frisar que a trombose na gravidez tem cura! O tratamento, geralmente, é mantido até o final da gestação e, prorrogado em até 6 semanas após o parto.

Como prevenir trombose na gravidez?
Como vimos, o risco de trombose na gravidez é alto, e por isso é importante a mulher se prevenir contra a doença. Uma das medidas de prevenção que devem ser inseridas no cotidiano, sempre com orientação médica, é exercitar-se ou fazer pequenas caminhadas regularmente. A ideia é movimentar as pernas sempre que haja longos períodos sentada.
Além disso, o peso gestacional deve ser controlado, evitar tabagismo, e no caso de insuficiência venosa, pode ser indicado o uso de meias elásticas (meias de compressão).


Para as mulheres que sofrem com tromboembolismo antes mesmo de descobrir a gravidez, pode ser indicado o uso de anticoagulantes profiláticos durante a gestação e também no pós-parto.
Mulheres que passaram por cesárea, e que precisam ficar em repouso para a recuperação, devem manter os membros em movimento. O puerpério é um período que pode ser complicado para muitas mamães. Essa é a fase em que o organismo se prepara para voltar ao que era antes da gravidez. Por isso, é imprescindível que a mulher se hidrate com frequência e mantenha uma alimentação saudável, além de ficar atenta seja qual for a alteração fora do esperado.
IMPORTANTE: é imprescindível o acompanhamento com o seu obstetra para avaliar o risco de trombose na gravidez. Havendo essa incidência, a doença deve ser tratada corretamente, para que não evolua para embolia. Sendo assim, caso surjam os primeiros sintomas, procure seu médico imediatamente.

 

Fonte: Blog Grão de Gente