Ipumirim – A juíza Letícia Bodanese Rodegheri, da Vara Única da comarca de Ipumirim, julgou procedente uma denúncia do Ministério Público para condenar duas pessoas 31 dias após o ingresso do processo no judiciário. O caso envolveu a destruição de aparelho celular com fotos íntimas da vítima que podiam ser expostas em redes sociais.

O réu, que aguardou julgamento preso, foi condenado a dois anos, três meses e 15 dias de reclusão em regime aberto. Ele respondeu por porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais. Ele terá ainda a obrigação de se recolher em casa todos os dias às 20h e se apresentar mensalmente para informar e justificar suas atividades. Também está proibido de sair da comarca por mais de oito dias ou mudar de endereço sem aviso prévio ao Juízo. 

Diante do regime de cumprimento da pena fixado, ele foi colocado imediatamente em liberdade. Com 24 anos, o réu deverá cumprir a pena em Concórdia, comarca onde reside, e de forma imediata. A sentença foi aplicada durante audiência no Fórum de Ipumirim.

A esposa do acusado, também com 24 anos, teve decretada a suspensão condicional do processo e comprometeu-se a pagar dois salários mínimos – um destinado à vítima para a reparação do dano, Também ficou proibida de se ausentar da comarca por mais de 30 dias, com a obrigação de informar eventual mudança de endereço e comparecer em Juízo a cada dois meses.

Segundo denúncia do Ministério Público, os dois saíram de Concórdia, no último dia 10 de janeiro, com o propósito de destruir o celular de um homem onde estavam fotos íntimas da mãe da ré. Por volta de 18h, o casal abordou a vítima no centro de Lindóia do Sul. O acusado imobilizou o cidadão com uma “gravata” e desferiu diversos socos, com registro de lesões na mandíbula e olho direito e no lado esquerdo das costas. Assim, conseguiu obter o aparelho telefônico da vítima, que foi quebrado em seguida para evitar a divulgação das fotos.